Essa é parte da análise do jornalista e escritor José Francisco Serrano Oceja, que concedeu entrevista ao periódico ‘ABC España’, do qual também é colaborador, na madrugada deste domingo (31), às 01h59 (horário de Madrid).
Autor do livro ‘A la Caza Del voto católico’, Serrano Oceja afirmou ao repórter de ABC España que o novo presidente e principal expoente político do Partido Popular (PP), Pablo Casado, está conseguindo reconquistar o eleitorado católico com suas posições e a promessa de retornar o PP às raízes e – inicialmente – retornar à lei do aborto de 1985, bem mais dura que a atual – algo que não é difícil, visto que até adolescentes sem consentimento da família tem conseguido realizar abortos na Espanha.
Abrindo parênteses, os índices oficiais de aborto divulgados pelo partido no poder, o Partido Socialista Operário Espanhol ( PSOE), são mascarados, pois contam apenas as mulheres adultas que abortam e ignorarem a quantidade de abortos repetidos (as que abortam mais de uma vez) e os realizados sob alegação de estupro. Isto serve à falsa narrativa da esquerda espanhola de que os abortos estão diminuindo após a legalização.
Voltando ao assunto de nosso título, Pablo Casado tem proferido discursos que estão em sintonia com a doutrina professada pela Igreja Católica, mas não é o único. O mais recente partido da direita espanhola, o Vox, também defende – em geral – posições que estão em sintonia com a Igreja Católica, principalmente no que diz respeito ao direito à vida, a defesa das famílias e o direito destas de educarem seus membros, principalmente o direito dos pais em escolher a educação que darão aos filhos, mas Casado não fica atrás nessas posições.
Não á toa que o PP e o Vox participaram, junto ao partido de centro- direita, Ciudadanos, de uma coligação que pela primeira vez derrubou a esquerda na Andaluzia. Falando em Ciudadanos, seu líder, Albert Rivera, foi convidado por Casado para o Ministério de Relações Exteriores, caso este vença as eleições de 28 de abril de 2019 e se torne o Presidente de Governo da Espanha, lugar ocupado atualmente pelo socialista Pedro Sánchez.
O Vox não deve ficar de fora do governo em uma provável vitória de Casado, pois as pesquisas apontam que pela primeira vez o partido ‘conservador clássico’, como o define Serrano Oceja, terá cadeiras no Parlamento da Espanha, e devem ser o suficiente para dar á direita espanhola a maioria da qual necessita para governar sem grandes percalços.
Serrano Oceja afirma ser indiscutível que o Vox, presidido pó Santiago Abascal, está “modificando o quadro católico de votação”. Ainda segundo o jornalista e escritor, que também é professor universitário, o atual presidente de Governo, Pedro Sánchez ( PSOE), está afastando os votos católicos, devido a sua sanha revolucionária semelhante a de Zapatero, presidente de Governo entre 2004 e 2011.
Nestas eleições de 28 de abril, os católicos podem representar até oito milhões de votos e a esquerda espanhola está sendo incapaz de aglutinar esses eleitores.
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